26 de fev de 2010

Amor ao contrário


Às vezes amamos demais.

Não pessoas. Não coisas. Não situações.
Amamos o que não sabemos ser exatamente.
É um sentimento estranho que vem do nada onde tudo brilha mais.

Os sons são mais límpidos.

Os sorrisos mais alegres.

Os problemas menores.

O trânsito tranqüilo.

Os pássaros mais cantantes.

As árvores mais verdes e frutíferas.

A vizinha menos curiosa.

A filha menos exigente.

O marido compreensivo.

As rugas mais amenas.

O saldo positivo e o gerente da conta, bondoso.

O chefe domado.

Os colegas parceiros.


Esse amor "cotidiano" que nos torna vencedores.


Que nos permite errar e acertar.

Que orienta e acalenta.

Que permite, não exige.

Que abranda.

Que não culpa.

Que existe.

Que sublima.

Que ILUMINA.

Que gargalha.

E que chora.



Esse amor que às vezes penso ser por nós mesmos.
Sinto-me assim ultimamente.
Permitindo-me doar um pouquinho só, de todo este amor guardado em mim para mim mesma!
Quero me dar ao luxo de ser marionete de meu próprio coração.
Quero que ele me guie, mostrando onde estou com a ternura que só o amor tem.

É assim que me sinto.


15 de fev de 2010

O Diabo Não Te Reconheceria

12 de fev de 2010

Amizade! By Mônica - Maurício de Souza

9 de fev de 2010

Independencia ou Morte!!!

De novo e de novo dissertarei sobre as agruras da vida feminina!


Ouço cada história que sempre que autorizadas publicarei aqui.


Claro, claro! Com o devido cuidado de preservação da identidade das "pobres" e "incautas" envolvidas!


Atualmente solteira, Lia já foi noiva. Teve o sonho de planejar o casório, construir casa, organizar festa, pata ti pata tá.


Por alguns anos ela, Lia, foi feliz com esta vida mansa. Regada a encontros entre as famílias. Muitos "eu te amo", sexo sempre "amoroso" e eventualmente "prazeroso".


Freqüentavam os mesmos lugares, a mesma Universidade, tinham os mesmos amigos... Tudo sempre bem.


Até que por coisas da vida a rotina abocanhou os dois. Nhac! Nhac! Nhac! Não deixou tijolinho sobre tijolinho em sua história.


Lia então tratou de tocar a vida. Passou a "viver" mais a vida (se é que fui clara!).


Conheceu novos amigos. Novos amores.


E tem seguido assim.


Mas ultimamente tem sentido falta do aconchego seguro que a "rotina" romântica pode propiciar. E por isso e com isto tem caído em certas armadilhas.


A última aconteceu nestes dias.


Lia conheceu Eduardo. Um rapaz com intenções pouco explícitas. Mas que reconhece uma mulher... Como direi... Carente...


Saíram algumas vezes, se divertiram. Lia até a família do dito cujo conheceu.


Até aí nada de sexo. Só "parceria" mesmo.


Neste ponto da história preciso dizer que quando ela me relatou esta "parceria" tive de expressar minha opinião: - Como assim? Nada de "nada" até agora? É veado, só pode!


Segue:


Porém, no último sábado Lia recebeu um telefonema. Um convite. Saíram foram a um fast food qualquer ou um posto de gasolina (nota da escritora: cruzcredo!) e lá no carro a "parceria" começou a esquentar.


E quando a "parceria" esquenta todas nós sabemos aonde isso quer levar. Ou melhor, a onde quer "nos" levar!


Então foram ao paraíso dos amantes casuais, dos casais apaixonados, dos destemperados e dos ousados: o MOTEL!


Lá minha amiga Lia se esbaldou... Sabe Buffet livre? Pois bem... Nem a alface de decoração escapou... mandou ver!


Afinal merece: trabalha, estuda, cuida da família... Merece um carinho mais ousado... Uma noite na "perdição"... AMIGA TU MERECE!


Eis que depois da sobremesa servida, banho tomado, roupas vestidas, beijos suculentos de despedida... Nosso príncipe vira "sapo".


É chegada à hora de cair na real pagar a conta da "festa" e seguir em frente. Aí, neste ponto é que a coisa se complicou.


Eduardo não estava preparado $$$. Entende? Pois bem, Lia independente como é, cartões de crédito em dia, saldo em ordem BANCOU a sua própria festinha! Sem constrangimentos. Apenas PA! Pum! Era isso!


Dois dias depois nos falamos e ela estava se sentindo "mal"... Tipo com a sensação amarga de ter sido "usada"... Ora amiga, disse eu, usada? Como assim? Você deveria estar com a sensação de dever cumprido... Afinal foi lá... Aproveitou... Viveu... Gostou (para não escrever outra coisa!)... Pagou... Saiu feliz...


Ele é que é um mané otário que deveria ter feito deste momento o inicio de uma relação legal e aprontou esta presepada!


Poupe-me... Não se fazem mais homens como antigamente... e nós mulheres estamos cada dia melhor e mais espertas...


Pobre Eduardo. De tão burro, sua "eficiência" sexual passou despercebida. Poderia ao menos ter proposto "dividir" que isso não é nem de longe grosseiro... afinal estamos em pleno século 21...


É lamentável.
6 de fev de 2010

Pular Carnaval? Como assim?


Eu já pulei Carnaval. Pronto Falei!

Agora até hoje não consigo entender pq as pessoas dizem "pular carnaval".

É bem verdade que ficamos lá em círculos dando pulinhos... Mas é só para o coleguinha não pisotear os pés galera!!!

A verdade é que no carnaval é impossível "dançar" então para não ficar todo mundo lá com cara de ué... Pula feito doidos e em circulo que é para assegurar o "ar na cara".

Mas também devo confessar que não gosto do carnaval. Não do Carnaval de hoje. Carnaval dos clubes.

Tudo é muito explícito.


As pessoas hoje acreditam piamente que o Carnaval é a única justificativa plausível para soltar aquele animal que come com as mãos imundas a caça recém abatida. Eu falei "come"? Neste caso mais um motivo para os pulinhos em círculos, se é que me entendem...

A selva carnavalesca permite tudinho. Tudinho mesmo. E onde tem uma marchinha... Um funk estilizado... Um pagode batido... TEM PEGAÇÃO!!! Com direito a preliminares e platéia.

Então eu decidi que não gosto de carnaval.

Se bem que se vivesse nas décadas de 30 e 40 sairia feito colombina nos blocos de rua... Nostalgia pura daquilo que não vivi.



O Carnaval vai @#$%¨ com todo mundo que bancar o besta dando pulinhos sem camisinha e principalmente distribuindo telefone... Sempre tem uma criatura que acorda na quarta de cinzas crente que encontrou o amor da vida e sai ligando: - Lembra? Nós pulamos "na boquinha da garrafa" na segunda... E pulamos "quer andar de carro velho no domingo"... Então pensei que podíamos "enterrar" novamente nossos ossos hoje!!!

Sem fantasias neste carnaval e sobre o carnaval, por favor!!!
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